Domingo, Setembro 20, 2009

Blog no ar já, mas não fim do UglyDarkSide

O UglyDarkside está de casa nova, finalmente.
Não pentelhei o blog como este, porque acho que menos é mais, ainda mais se pensar em acessibilidade e resultado de pesquisas.
O endereço novo está no meu domínio: www.jhenriquesjr.com.br/blog. Não fiz um feed ainda, mas já migrei o conteúdo mais antigo. Agora só este novo blog vai ser atualizado, e mantido com meus recursos (embora nunca tenha ganhado 1 centavo com este endereço).
Os posts vão ficar focados na saúde. Seja tecnologia, assistência, pep, gestão pública e outros assuntos que me dê na teia de comentar.
O espaço continuará livre para manifestarem seus comentários, e sugerirem alterações. À medida que tiver tempo, vou implementar os recursos novos.
Mas o principal é: fique livre para acessar, comentar e participar. Acesse! Não custa nada, e você pode adquirir novos conhecimentos, ou mesmo refletir outras opiniões sobre um tema tão vasto.
Suba a montanha comigo! Garanto que a vista pode ser surpreendente!

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

A difícil arte de administrar tempo

Ontem tomei uma puxada de orelha do Célio Lima, meu companheiro de postagens e de paixão por minha cidade. Ele me cobrou a migração para o novo UglyDarkside. O projeto parou em virtude de atropelo da agenda e eu nunca conseguir dizer não com clareza e precisão.
Por exemplo, preciso organizar as leituras que venho feito, que são os "Cadernos de Informações de Saúde Suplementar", uma publicação da ANS voltada para a pesquisa e análise do mercado de saúde suplementar, onde milito. Cada "Caderno" tem 10 capítulos nada digeríveis facilmente, que precisam de tempo para serem destilados.
Outros projetos paralelos que toco, como o levantamento dos custos de saúde nos últimos 4 anos em João Monlevade, comparados com outros municípios de diferentes portes tem me deixado preocupado, porque eles são e podem ser usados para instaurar uma verdadeira CPI na saúde de nossa cidade. Porque uma coisa é o que se recebe, e outra coisa é o que se diz gastar.
Fora que tive enfrentando maratonas consecutivas de eventos fora, que me fizeram atrasar muitas coisas que tem que dar seguimento normal.
Mas não tenho parado de pensar em como os custos da saúde nunca são suficientes, principalmente na esfera pública. A absorção de tecnologias que melhorem o diagnóstico e aumentea a produtividade nunca tem espaço neste seguimento.
Gestores públicos precisam aprender urgentemente em como repensar o sistema único.
E Célio, a "Agenda Oculta" de hoje é: fazer o tempo na machada, na porrada e na braveza. Continue apontando minhas falhas. Minha visão não pode ser acomodada só porque tenho poucos acessos. Eles virão com a qualidade dos posts, pode ter certeza disto!

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

O SUS se sustenta?

Esta é a grande questão de um debate que precisa ser feito urgentemente. O Sistema Único de Saúde é capaz de promover ações administrativas de modo a se sustentar apenas com o que é repassado pelo Governo Federal?
Eu, como qualquer cidadão, tenho nos sites oficiais como uma fonte importante de informação. Por exemplo, sei que para o Programa de Saúde da Família, o Governo Federal enviou em Junho/2009 R$38.400.
Vamos pegar mais alguns dados. Neste repasse (chamado de variável, pois ele oscila mensalmente), identificamos que, embora os valores mantenham a lineariedade, não são organizados de maneira transparente para o leigo.
Para quem acha que este valor é enorme, não é. Por R$38.400 você não consegue reter os talentos de um PSF, ou mesmo estimular que estes profissionais a continuarem a buscar novos conhecimentos.
Para quem quer acreditar que o Hospital Santa Madalena teria recursos, o Célio Lima do Agenda Oculta realizou uma pesquisa com muita propriedade.
E, caso os jornalistas realmente tenham visão de verdade de alguma notícia, faça como eu. Pesquisa no site da Transparência Brasil e visualize o que é repassado para a área de saúde. Não doi e revela muito.

Domingo, Agosto 23, 2009

O Destino correto, o prazo errado

A polêmica da saúde nesta semana em João Monlevade foi a mudança anunciada pelo Prefeito Gustavo Prandini da estrutura falida do Hospital Santa Madalena para um centro de especialidades.
Eu estou afastado do blog porque estou trabalhando na estrutura do novo blog, e confesso que por pura falta de tempo e atropelado pela agenda, está difícil acompanhar a velocidade das informações que tem chegado, além da minha pesquisa sobre a evolução dos custos de saúde em nossa cidade (que a cada pesquisada, confesso mais impressionado fico com a falta de coerência dos dados). Mas não resisti e vou blogar neste espaço, para compartilhar a informação (são minhas idéias sobre este centro). Informação só é boa se circula livremente.
Vamos a minhas opiniões, críticas e sugestões!
O prefeito fez uma coisa certa ou errada? O prefeito deu um destino razoável ao elefante branco deixado para ele, chamado “Hospital Santa Madalena”. O Hospital não iria “quebrar” o Hospital Margarida, como ele argumentou na sua entrevista, mas iria quebrar a prefeitura, sem sombras de dúvidas. Acredito que ele acertou na troca, mas errou no prazo, pois é impossível em 4 meses ele estabelecer um projeto administrativo e logístico para fazer este processo. Explico, para não deixar dúvidas.
a) Um centro de especialidades médicas requer SADT de ponta e especialidades que não são supridas atualmente. SADT são conhecidos como Serviços auxiliares de diagnóstico e tratamento, ou seja, são os exames e recursos que permitem ao médico e a equipe identificar e tratar em ambiente ambulatorial o paciente. Em Monlevade não existe demanda reprimida para Fisioterapia, mas temos demanda de algumas especialidades médicas, como Neurologia, oftalmologia, pneumologia, oncologia, proctologia, reumatologia, geriatria e embora não pareça, pediatria. Estas especialidades requerem exames que a rede de laboratórios públicos não tem, e eles “tercerizam” estes exames, através de parcerias com outros laboratórios, como acontece atualmente. Ora, se existe este déficite, um centro de especialidades não conseguirá atender a este processo.
b) A estrutura novamente. Está se aproveitando uma estrutura adaptada para um hospital que virou um centro de especialidades. Mais uma vez teremos lugares adaptados, correndo o risco de termos divisórias para aproveitar os espaços. Uma ação que pode ser remediada com obras para aproveitar a estrutura, mas não teremos 100% de confiabilidade estrutural. Sou radicalmente contra adaptar espaços para a saúde. Isto tende a resolver o problema emergencial, mas você pode ficar construindo “puxadinhos” para resolver o problema da saúde?
c) Contratar pessoal externo é difícil. Existem cidades que perderam a verba de seus programas de saúde familiar por não conseguiram contratar médicos para estes programas. E ainda se tratando de especialidades, muitos médicos não são atraídos para Monlevade, porque simplesmente existe uma BR que assusta qualquer um ao ver acidentes. Segurança e estabilidade funcionam como um plus para reter qualquer bom médico aqui. Se considerar o salário, bem, teremos mais uma vez a contraprestação. A prefeitura vai ter que bancar um salário maior que ela receberá do SUS para pagar a folha. A área de saúde ficará um centro de custos elevado, e poderá ultrapassar a despesa inicialmente prevista.
d) Centros de especialidades geralmente atraem população de outras cidades. Aí não tem como controlar as “consultas” marcadas por agentes políticos (daqueles que reclamam que não ganharam ingresso na cavalgada, sabe?). Fora que as prefeituras das cidades vizinhas já usam a muito tempo a nossa rede de serviços, sem oferecer uma migalha em troca (aquelas ambulâncias que são investidas na saúde, que sou radicalmente contra). O CISMEPI (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Piracicaba) poderia agir como fomentador de recursos e até bancar a melhoria dos recursos de laboratório e exames como mamografia e tomografia. Mas na atual conjuntura, a CISMEPI é uma fonte de dor de cabeça nos recursos públicos (Basta pesquisar e verificar que existe inadimplência nos recursos do consórcio).
e) Gestão centralizada. Trazer os serviços burocráticos da Secretaria de Saúde para o novo centro é burrice. Espaços poderiam ser mais bem aproveitados do que usados na máquina burrocratica municipal. Fora que onde tem muitos funcionários públicos trabalhando, tem pouca resolução, pois os funcionários teriam mais espaço para um café mais demorado (não adianta reclamar. Uma vez aguardei 2 horas por um café na Secretaria de Saúde). Quando centralizamos serviços burocráticos, acredito que facilita um modelo de gestão mais organizado. Mas a quantidade de postos de saúde e outros serviços precisam de um modelo descentralizado e de certa autonomia. E, acima de tudo, integrados.
f) Informatização e gestão. Bato nesta tecla porque a saúde não tem sistemas eficientes de gestão municipal em nossa cidade. Perde-se dinheiro público pela pura e incompleta gestão dos dados. Ainda existem controles manuais demais, formulários pouco eficientes e gente mal alocada porque não sabe gerir corretamente as cabeças. A secretária conhece bem a área de saúde, precisa dar um murro na mesa e dizer que quer dados em tempo real. Sem estes dados, ela nunca vai saber como está o estado atual da sua pasta, nem poderá pedir para o prefeito mais recursos, e até prestar contas aos nossos nobres edis.
Divido minha opinião com o Célio Lima, do Agenda Oculta que elogiou a bravura do prefeito em mudar um plano de governo. O prefeito está na hora de sair da mesa e mandar de verdade. Fazendo isto, ele vai dar a cara da administração.
E se a secretária quiser conversar comigo para discutir sistemas de informação que a ajudem na gestão, tenho uns 7 de cabeça que podem ajudar, e mais alguns que podem sair a um custo mais baixo.

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Ausencia

Pessoal,
Estou ausente deste blog até porque, como havia anunciado, estou migrando ele para outros oceanos (www.jhenriquesjr.com.br/blog). Já migrei uma parte das postagens, mas a completa imcompetência para gerenciar este serviço está me atrasando.
Em breve pretendo terminar esta migração. Mas já podem apontar seus atalhos para este novo endereço.
Abraços!

Terça-feira, Julho 21, 2009

A irracionalidade

Sinceramente, não entendo.
Depois de ver isto e mais isto, concluo que me dou por vencido. O Bigorna adoraria ver isto, porque é um retrato típico de alguém que ainda não sabe o papel que tem na sociedade, enquanto portador de um diploma universitário de jornalismo.
Primeiro, o sensacionalismo barato. "Abandonar" alguém em BH seria ruim. Mas a denúncia por si só não mostra que o problema é muito mais em baixo.
Desde quando me entendo na área de saúde, transferir pacientes para BH é assinar um atestado de incompetência técnica. Não conseguimos resolver os problemas de saúde de nossa cidade. E não vai ser inaugurando um elefante branco que ele será resolvido. Se faltam profissionais de determinadas especialidades, é porque não temos estrutura para abrigar. E como se resolve isto? Com gestão eficiente.
Primeiro, não se conhece realmente por que as pessoas pegam ônibus ou ambulâncias para BH para transportar gente para consultas. O que seria mais conveniente? Trazer estes profissionais para cá, oferecendo remuneração + condições operacionais para trabalhar. Como se faz isto? Saindo do discurso e caindo na prática. E como se chega na prática? Conhecendo, estudando e viabilzando.
Eu reclamo muito, sou muito chato neste bater das teclas. Mas é o que vejo. Não adianta mostrar outras pessoas como super-heróis, sendo que eles não fizeram nada de diferente. Os custos que mostrei a alguns posts atrás só me garantiriam uma abertura de CPI. Qualquer pessoa com capacidade investigativa racional (sem precisar ser detetive) conseguiria, se munida de paciência e boa vontade, chegar a lugares inpensáveis em termos de pontos a serem investigados.
Você quer clareza? Não seja irracional! Tente primeiro entender que não é colocando um canivete suiço e vendendo elogios que você conseguirá ser uma pessoa melhor. Não mude de opinião apenas por que você precisa de dinheiro. Acima de tudo, precisamos de espaço democrático. E isto custa muito pouco.
Babar ovo das pessoas é uma atitude antipática, ainda mais quando se assume o papel de um Lammer(1) de todo tamanho! E lammers não merecem qualquer credibilidade. São, muito pelo contrário, alvos de piada constante.
Entenda o cenário, reflita, não se deixe levar pelo alarmismo, investigue, cobre!
(1): Lammer é, nos termos de informática, um cara que faz muito barulho, mascara muito, mas sem conhecimento ou embasamento quase nenhum para falar. Ele baixa arquivos na internet, lê apenas as orelhas dos livros, assiste aos traillhers do cinema e acha que já conhece e tem maestria para discutir os assuntos. Enfim, gente da pior espécie.

Segunda-feira, Julho 20, 2009

Indícios para CPI

Acredito que em breve teremos indícios para uma CPI na Saúde.
Até agora, nenhuma conta, por mais otimista que tenha sido feita, não justifica os dados da Saúde em nossa cidade. As contas não fecham, despesas crescem e diminuem absurdamente, postos de saúde não são encontrados e exames não são contabilizados.
Estou simplesmente alarmado com a quantidade de informações que não fecham. Como, por exemplo, volume de atendimento muito acima do que poderia ser normal num mês, e em outro, quase nada?
Linha do trem