Me assusta profundamente as cidades brasileiras. A maioria das mesmas, tirando os grandes centros urbanos, não está prestando contas à população. De forma ampla, transparente e democrática.
E qual a melhor forma de fazer isto? Sites na internet, integrados aos sistemas públicos de informação e repasses. O governo federal tem um, que embora esteja fechado para os gastos do mandante do país, permite que descubramos as compras de cadeiras anatômicas para alguns setores do alto escalão, e até repercuta os escândalos dos cartões corporativos.
No interior do nosso país, que queremos denominar nação, ainda não vemos portais de transparências em todos os aspectos. Quais são os gastos com educação? Quais são os gastos com folha (sem cair na mediocridade de explicitar os valores de cada um)? Quais são os contratos vigentes, e com quais valores? Ter transparência nisto já é um bom começo.
Mas se você me perguntar: é possível publicar isto tudo? Sim, claro que é! E de maneira barata, que não onere os cofres públicos. Existem inúmeros softwares livres para publicação e gestão de conteúdo na internet. Basta colocar umas duas pessoas com boa vontade e algum espírito criativo que dá para fazer e acontecer com as publicações. E isto usando a estrutura atual, sem comprometer o erário público.
Dá, por exemplo, até melhorar a gestão do nosso departamento de águas e esgotos! Sim, existe um software livre muito bom, para saneamento básico, chamado GSAN, que está no portal de software livre do governo federal (http://www.softwarepublico.gov.br/spb/) que tem até um software chamado "Prefeitura Livre", que tem até georeferenciamento! E isto sem custo! E melhor, customizável!
Ferramentas para gestão adequada e gratuita estão esparrodados pela Internet. E eu espero que nossos prefeitos acordem para a necessidade de estarem atentos a isto. É um desejo de todos, e um desejo meu.
Ah, e se a Prefeitura quiser minha ajuda, posso até ser voluntário nestes projetos. Desde que após as 17 horas :-) e finais de semana! Afinal, a mudança tem que acontecer quando os telefones não tocam, e o foco fica em cima de pensar a solução!
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